sábado, março 12, 2005

Sobre os sinais



sobre os sinais, nada a dizer, porque sentidos. começo a explicá-los (tentar entendê-los) e um infinito surge entre o que é e o que se diz. como dizer que o fulcro habita onde tu falas de viés? como provar que o que fere reside naquilo que soslaias? que tergiversas e minimizas? e mais: sorris. sorris para que não paire mesmo nada sobre aquilo que de fato importa. mas, então, por que dizer? resposta: porque há aquela necessidade de deixar rastros. talvez como um pedido de socorro: venha, ainda há tempo. talvez como um alerta: veja, não há mais tempo. ou nenhum dos dois: eu vou te dizer isso, vou te dar esses sinais porque dizê-los dá-me prazer. regozijo-me em dizer e pouco me importa (ou me importa só um pouco) se percebes ou não. em mim (que pena), todavia, isso: a compulsão em admitir a primeira alternativa: venha, ainda há tempo.

Antoniel Campos

por Alma do Beco | 2:56 AM


Hugo Macedo©

Beco da Lama, o maior do mundo, tão grande que parece mais uma rua... Tal qual muçulmano que visite Meca uma vez na vida, todo natalense deve ir ao Beco libertário, Beco pai das ruas do mundo todo.

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A imagem de fundo é do artista plástico e poeta Eduardo Alexandre©

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